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Úlcera por Pressão / Módulo de Ensino / Educação

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Educação

 

O ensino do paciente e família é uma importante parte da prevenção e tratamento da úlcera de pressão. O método de ensino adotado irá depender de vários fatores como prontidão do paciente/familiar, nível de compreensão apresentada, interesse, disponibilidade de material de ensino, etc. Os profissionais devem incluir paciente e familiares nas demonstrações e simulações práticas dos procedimentos, usar fotografias, e um plano de ensino individualizado para atender as necessidades de cada pacientes. Devem utilizar os princípios de educação do adulto e considerar o nível de desenvolvimento e a cultura do paciente. As seguintes informações devem ser incluídas em um plano de ensino:

1. Definição de úlcera de pressão e porque ocorrem.

2. Os fatores de risco para úlcera de pressão: pacientes confinados ao leito, alguma forma de paralisia, pele com excesso de umidade, dieta inadequada, diminuição da consciência, outros problemas crônicos ou agudos.

3. Importância da boa nutrição – quais alimentos e as quantidades adequadas.

4. Importância de fluídos e prevenção de desidratação.

5. Necessidade de manutenção da pele limpa, sem urina ou fezes ou drenagem de feridas. Não usar muito sabonete ou esfregar com força para não retirar a proteção e causar ressecamento. Usar creme hidratante para pele ressecada.

6. Inspeção diária da pele. Usar um espelho nos locais de difícil visualização.

7. Reduzir ou eliminar a pressão: reposicionar a pessoa sentada na cadeira de hora em hora, ensinar a mudança de posição a cada 15 minutos para as pessoas que podem participar no auto cuidado.

8. Não elevar a cabeceira da cama em ângulo maior que 30o. Na posição lateral, manter o corpo em 30o em ângulo com o leito.

9. Não deitar sobre a úlcera. Restringir o tempo que fica sentado sobre a úlcera para menor tempo possível.

10. Elevar os calcâneos com travesseiros na região da panturrilha.

11. Usar superfícies redutoras de pressão no leito e cadeira quando disponível.

12. Ao movimentar a pessoa, ergue-la e não arrasta-la e no leito.

13. Se for capaz de andar ou exercitar-se, auxiliar a pessoa a faze-lo. O exercício, atividade, melhora a circulação. É importante manter uma boa postura.

14. Ao reposicionar a pessoa no leito, não deixar as proeminências ósseas ficarem em contato uma com a outra. Separe estas áreas com travesseiros. Não usar almofadas tipo argola ou com buraco no meio.

15. Praticar o protocolo de troca de curativo conforme orientação do enfermeiro.

16. Lavar e guardar com cuidado o material utilizado para o curativo.

17. Desprezar o material utilizado para curativo para que não entre em contato com as pessoas da residência e não fique com odor fétido.

18. Não usar água oxigenada, líquido de Dakin ou iodo tipo PVPI nas feridas.

19. Saber como avaliar a ferida quanto aos sinais de infecção e cicatrização.

20. Avaliar a presença da dor e obter a medicação analgésica necessária.

21. Participar no cuidado com o enfermeiro de forma que aprenda como cuidar no domicílio. Perguntar quando apresentar dúvidas.

 

Vivências de pacientes com úlcera de pressão

O conhecimento da experiência ou vivências pessoais relacionadas à úlcera de pressão fornece ao profissional de saúde a compreensão da percepção da pessoa com úlcera. Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos (Langemo et al.; 2000), identificou os seguintes temas:

a) Percepção da etiologia da úlcera – relacionada a problemas com o cuidado ou à própria negligência.

b) Impacto na vida e mudanças – dificuldades em lidar com o repouso no leito obrigatário, ficar só, não poder realizar atividades coletivas, preocupações financeiras.

c) Impacto psicoespiritual – mudanças na imagem corporal, enfrentamento deestereótipos, desejo e lutas por controle e independência, impacto espiritual.

d) Dor extrema – intensidade da dor, duração da dor, uso de analgésicos.

e) Necessidade de conhecimentos e compreensão sobre a prevenção e processos fisiológicos; falta de conhecimentos.

f) Necessidade e consequências dos diferentes tratamentos, auto cuidado, cirurgias, complicações, demora para cicatrizar.

g) O processo de perda – negação, depressão, raiva, barganha, aceitação.

 

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