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Úlcera por Pressão / Diretrizes para Prevenção / RCN 2000

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Diretrizes da RCN – Royal College of Nursing 2000: Prevenção da Úlcera por Pressão

 

1 - Identificação de indivíduos “em risco”

  • A avaliação do risco dos indivíduos para desenvolver a UP deve envolver procedimentos formais e informais para avaliação.
  • A avaliação do risco deve ser feita por profissionais que receberam treinamento apropriado e adequado para reconhecer os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da UPP e em como iniciar e manter as medidas de prevenção adequadas.
  • O momento da avaliação deve considerar cada caso individualmente. Entretanto deve ocorrer até 6 horas do início da admissão para o episódio de cuidado.
  • Se não considerado em risco na avaliação inicial a reavaliação deve ser feita se houver mudanças nas condições do indivíduo.
  • Toda a avaliação formal deve ser documentada/registrada e ser disponibilizada para todos os membros da equipe interdisciplinar.
  • Escalas para avaliação do risco devem ser utilizados somente para auxiliar a memória e não substituir o julgamento clínico.
  • Se houver preferência pelo uso de uma escala para avaliar o risco, é recomendado utilizar uma que foi testada para o uso na mesma especialidade.
  • O potencial de um indivíduo para desenvolver UP pode ser influenciado pelos seguintes fatores intrínsecos que assim devem ser considerados ao fazer a avaliação do risco: mobilidade reduzida ou imobilidade, danos sensoriais, doenças agudas, nível de consciência, extremos de idade, doença vascular, doenças crônica grave ou terminal, estória prévia de úlcera por pressão, cisalhamento e fricção.
  • O potencial de um indivíduo para desenvolver UP pode ser exacerbado pelos seguintes fatores que devem ser considerados ao fazer a avaliação do risco: medicamentos e umidade da pele.

 

2 - Inspeção e cuidados da pele

  • A inspeção da pele deve ocorrer regularmente e a freqüência determinada em resposta às mudanças na condição do indivíduo em relação tanto a deterioração quanto a recuperação.
  • A inspeção da pele deve ser embasada na avaliação individualizada das áreas mais vulneráveis ao risco e assim deve incluir áreas diferentes ou adicionais as áreas incluídas aqui: calcâneos, sacro, tuberosidade isquiática, partes do corpo afetados por meio elástico anti-embolia, partes do corpo onde há forças de pressão externa exercida por equipamentos e roupas, cotovelos, região temporal e occipital do crânio e dedos dos pés.
  • Indivíduos que são capazes e estão dispostos devem ser encorajados, após a educação, a inspecionar a sua própria pele.
  • Indivíduos que são usuários de cadeira de rodas devem utilizar um espelho para inspecionar as áreas que não conseguem visualizar facilmente ou solicitar para outras pessoas a inspeção.
  • Os profissionais de saúde devem ter vigilância para os seguintes sinais que podem indicar desenvolvimento incipiente da UP: eritema persistente, eritema que não embranquece, bolhas, descoloração, calor, edema ou endurecimento localizado. Naqueles com pele com pigmentação escura: áreas localizadas na pele de cor púrpura, azulada; calor localizado que, quando o tecido torna-se danificado é substituído por edema e endurecimento localizado.
  • Manter as medidas essenciais do cuidado referentes à higiene, nutrição e manejo da incontinência.
  • Qualquer mudança na pele deve ser documentada/ registrada imediatamente.

 

3 - Redução da carga mecânica, posicionamento e uso de superfícies distribuidoras de pressão

  • A decisão sobre qual dispositivo será utilizado deve ser embasada na avaliação geral do indivíduo e não somente embasada em escores de escalas de avaliação do risco. Avaliação holística deve incluir níveis de risco, conforto no estado geral de saúde.
  • Indivíduos que estão “em risco” para o desenvolvimento da UP devem ser reposicionados e a frequência do reposicionamento determinada pelos resultados da inspeção da pele e pelas necessidades individuais e não por escalas ritualísticas.
  • O reposicionamento deve levar em consideração outros aspectos da condição do indivíduo, por exemplo, condição clínica, conforto, plano geral de cuidado e a superfície de suporte.
  • O posicionamento do paciente deve assegurar que: a exposição prolongada da pressão nas proeminências ósseas seja minimizada, as proeminências ósseas sejam mantidas sem o contato direto de uma com a outra e a fricção e cisalhamento seja minimizado.
  • Os seguintes dispositivos não devem ser utilizados para aliviar a pressão: luvas com água, pele de carneiro sintética, pele de carneiro natural e almofadas tipo roda d’água ou ar.
  • Dispositivos manuais para movimentação devem ser utilizados da forma correta para minimizar danos causados pela fricção e cisalhamento após a movimentação, as partes dos dispositivos não devem ser deixados debaixo dos indivíduos.
  • Indivíduos “em risco” não devem ser colocados em colchão de espuma padrão.
  • Pacientes em risco muito elevado para desenvolver a UP devem ser colocados em colchões que alterem a pressão ou em outros sistemas de alta tecnologia que redistribuem a pressão.
  • Colchonetes que redistribuem a pressão devem ser utilizados em salas de cirurgia em indivíduos avaliados como sendo de risco elevado para o desenvolvimento da UP.
  • Para garantir a continuidade do cuidado preventivo, o manejo pós-operatório de indivíduos de risco elevado deve incluir o uso de colchões redistribuidores de pressão.
  • Os benefícios dos dispositivos redistribuidores de pressão não devem ser comprometidos pelo prolongamento do tempo que o indivíduo fica sentado em cadeiras.
  • Indivíduos que são considerados criticamente em risco para UP devem ficar sentados fora do leito por menos de duas horas.
  • Indivíduos/cuidadores que estão dispostos e que sejam capazes devem ser ensinados a redistribuir o seu próprio peso corporal.

 

3.1 - Assentos

  • A avaliação dos assentos e equipamentos auxiliares para sentar deve ser realizada por avaliadores treinados que adquiriram o conhecimento específico e são experts (por exemplo, TO e FT).
  • Nenhuma almofada para assento foi demonstrada ser melhor do que outra, assim não é possível fazer recomendações sobre qual tipo de almofada é melhor para o propósito de redistribui a pressão.
  • Aconselhamento de avaliadores treinados e com conhecimento específico deve ser procurado sobre as posições corretas no sentar.
  • O posicionamento de indivíduos que passam períodos consubstanciais de tempo na cadeira ou cadeira de roda deve levar em consideração: distribuição do peso, alinhamento postural e suporte para os pés.
  • Um cronograma/escala de reposicionamento registrado por escrito, em acordo com o indivíduo, deve ser estabelecido para cada um “em risco”.

 

4 - Educação e treinamento

  • Os profissionais de saúde devem ser educados/treinados sobre avaliação do risco para UP e prevenção.
  • Profissionais de saúde com reconhecido treinamento no manejo da UP devem compartilhar o seu conhecimento e habilidade para as equipes de seu local de trabalho.
  • Uma abordagem interdisciplinar deve ser adotada para o treinamento e educação dos profissionais da saúde.

 

Referência

RYCROFT-MALONE, J.; MCINESS, E. Pressure ulcer risk assessment and prevention. Clinical practice guidelines. London: Royal College of Nursing (RCN), 2000. (Technical report).

 

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