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Úlcera por Pressão / Módulo de Ensino / Prevenção

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Prevenção

 

A prevenção é a melhor solução para o problema da úlcera de pressão. Nos Estados Unidos, a Agency for Health Care Policy and Research (AHCPR), renomeada para Agency for Health Care Research and Quality (AHCRQ) criou uma diretriz para a prática baseada em pesquisa, para a predição e prevenção das úlceras de pressão em adultos.

Esta diretriz foi traduzida para o português e está disponível desde 1998, no site www.eerp.usp.br/projetos/ulcera.

A diretriz consiste em quatro partes: avaliação do risco, cuidados com a pele e tratamento precoce, sobrecarga mecânica e uso de superfícies de suporte e educação.

Um resumo de cada um dos quatro componentes será apresentado.

 

1) Avaliação do Risco

a) Considere em risco para úlcera todas as pessoas restritas ao leito ou cadeira de rodas, ou aquelas cuja capacidade de se reposicionarem está debilitada;

b) Selecione e use um método de avaliação do risco, como a Escala de Norton ou BRADEN, para assegurar uma avaliação sistemática dos fatores individuais de risco;

c) Avalie todos os pacientes em risco no momento da admissão no serviço de saúde e posteriormente em intervalos regulares;

d) Identifique todos os fatores individuais de risco (diminuição do estado mental, umidade, incontinência, deficiências nutricionais), de forma a direcionar as medidas preventivas específicas.

 

2) Cuidados com a Pele e Tratamento Precoce

a) Inspecione a pele pelo menos uma vez diariamente e documente as observações;

b) Individualize a freqüência do banho. Use um agente de limpeza suave. Evite água quente e fricção excessiva;

c) Avalie e trate a incontinência. Quando a incontinência não puder ser controlada, limpe a pele no momento em que sujar, use uma barreira tópica para umidade e selecione absorventes higiênicos que forneçam de forma rápida uma superfície seca para a pele;

d) Use hidratantes para pele seca. Minimize os fatores ambientais que causam o ressecamento da pele como ar frio e de baixa umidade;

e) Evite massagear as proeminências ósseas;

f) Use um posicionamento apropriado, técnicas corretas de movimentação e transferência de forma a minimizar a lesão da pele devido à fricção e forças de cisalhamento;

g) Use lubrificantes secos (amido de milho) ou coberturas protetoras (tipo curativos transparentes) para reduzir a lesão por fricção;

h) Identifique e corrija os fatores que comprometam a ingestão calórica e de proteínas e considere a utilização de suplementação ou suporte nutricional para pessoas que necessitem;

i) Institua um programa para manter ou melhorar o estado de atividade e mobilidade;

j) Monitorize e documente as intervenções e os resultados.

 

3) Redução da Carga Mecânica e Utilização de Superfícies de Suporte

a) Reposicione as pessoas restritas ao leito pelo menos a cada duas horas; pessoas restritas à cadeira a cada hora;

b) Use uma escala de horário de reposicionamento por escrito;

c) Coloque as pessoas em risco, em colchões ou almofadas que reduzam a pressão. Não use almofadas tipo argola ou roda d´água.

d) Considere o alinhamento postural, a distribuição do peso, a estabilidade e a capacidade para o alívio da pressão quando posicionar pessoas em cadeiras ou cadeiras de rodas;

e) Ensine as pessoas restritas à cadeira e que são capazes, a mudar a posição para aliviar o seu peso a cada 15 minutos;

f) Use recursos tipo trapézio ou o lençól móvel/forro de cama para elevar ou movimentar ao invés de arrastar as pessoas durante a transferência ou mudança de posição;

g) Use travesseiros ou almofadas de espuma para manter as proeminências ósseas como joelhos e calcâneos fora do contato direto com a cama ou com outra proeminência do próprio corpo;

h) Use recursos que aliviem totalmente a pressão nos calcâneos (coloque travesseiros sob a panturrilha para elevar os pés);

i) Evite posicionar o paciente diretamente sobre o trocânter. Quando usar o decúbito lateral diretamente no trocânter, use a posição lateral inclinada em ângulo de 30 graus;

j) Eleve a cabeceira da cama o menos possível e por pouco tempo (ângulo máximo de 30 graus).

 

4) Educação

a) Implemente programas educacionais para a prevenção de úlceras de pressão que sejam estruturados, organizados, compreensivos e direcionados para todos os níveis de fornecedores de serviços de saúde, pacientes e cuidadores;

b) Inclua informação sobre:

  1. etiologia e fatores de risco para úlcera de pressão;

  2. instrumentos de avaliação de risco e sua aplicação;

  3. avaliação da pele;

  4. seleção e uso de superfícies de suporte;

  5. desenvolvimento e implementação de programas individualizados de cuidados com a pele;

  6. demonstração do posicionamento para diminuir o risco de perda da integridade dos tecidos;

  7. documentação correta de dados pertinentes

  8. Intervenções ultrapassadas não devem ser utilizadas como almofadas tipo rodas d’água ou de espuma, luvas com água para elevar calcâneos, lã de carneiro para redução da pressão, massagem nas proeminências ósseas em pele com hiperemia que não embranquece.

 

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