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Úlcera por Pressão / Diretrizes para Prevenção / RNAO 2005

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Diretrizes da RNAO – Registered Nurses Association of Ontorio 2005: Prevenção da Úlcera por Pressão

 

1 - Avaliação do risco

  • Com base no julgamento clínico e uso de instrumento de avaliação de risco confiável.
  • É recomendado o uso de um instrumento que foi testado quanto à validade e confiabilidade como a escala de Braden. Intervenções devem ser baseadas nos fatores de risco intrínsecos e extrínsecos que foram identificados naqueles da escala de avaliação de risco. As escalas de avaliação de risco são úteis como um auxílio para estruturar a avaliação.
  • Um plano individualizado de cuidado é baseado nos dados da avaliação. Identificação dos fatores de risco e metas do cliente.
  • O plano é desenvolvido em colaboração com o cliente, outros significados e profissionais de saúde.
  • O enfermeiro usa o julgamento clínico para interpretar o risco no contexto do perfil completo do cliente incluindo suas metas.
  • Clientes que estão restritos a cadeiras ou ao leito ou submetidos à intervenção cirúrgica devem ser avaliados quanto à pressão, fricção e cisalhamento em todas as posições e durante a movimentação e repo.sicionamento.

 

2 - Proteção e promoção da integridade da pele

  • Todas as UPP são identificadas e classificadas usando os critérios do NPUAP.
  • Todos os dados devem ser documentados no momento da avaliação e re-avaliação.
  • assegurar hidratação por meio de ingestão adequada de fluidos
  • individualizar a programação de horários do banho
  • evitar o uso da água quente e utilizar produtos para a pele com pH balanceado
  • minimizar a força e fricção na pele durante a higiene
  • manter a hidratação da pele aplicando lubrificantes e cremes com pH balanceado e mínimo conteúdo de álcool
  • usar barreiras protetoras (barreiras líquidas por filmes, filmes transparentes, hidrocolóides ou acolchoamento protetor para reduzir lesões por fricção)
  • Evitar massagem nas proeminências ósseas.
  • Proteção da pele contra umidade excessiva e incontinência

- avaliar e controlar a umidade excessiva relacionada a fluidos corporais (ex: urina, fezes, transpiração, exsudato de feridos, saliva, etc.)

- higienizar a pele com cuidado após evacuações. Evitar a fricção durante o cuidado com o uso de solução de limpeza perineal em spray ou tecido maio

- minimizar exposição da pele a excesso de umidade quando a umidade não puder ser controlada usar forros absorventes, fraldas ou curativos que afastam a umidade da pele. Substitua-os quando molhados

- uso agentes tópicos que forneçam barreiras protetoras contra a umidade

- se áreas com umidade apresentarem irritações da pele que não se resolvem, consultar o médico para avaliação e tratamento

- estabelecer um programa de treinamento da bexiga e intestino

  • Uma avaliação nutricional com intervenções apropriadas deve ser implementada na admissão a qualquer novo ambiente/serviço de saúde e quando as condições do cliente se modificam se houver suspeita de déficit nutricional:

- consultar um nutricionista

- investigar fatores que comprometem a ingestão do indivíduo aparentemente bem nutrido e oferecer apoio na alimentação

- planejar e implementar suporte nutricional e/ou um programa de suplementação para indivíduos com a nutrição comprometida

- se a ingestão continuar inadequada, considerar intervenções alternativas

- considerar suplementação nutricional para clientes idosos em condições críticas

  • Instituir programa de reabilitação.
  • Consultar Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional em relação ao posicionamento adequado, técnicas de mudança de posição e transferência
  • Utilizar uma abordagem interdisciplinar para planejar o cuidado

 

3 - Redução da carga mecânica, posicionamento e uso de superfícies distribuidoras de pressão

  • Para os clientes cujo risco foi identificado minimize a pressão pelo uso imediato de uma escala de reposicionamento.
  • Use técnicas para posicionamento e transferências adequadas: consulte FT e TO em relação a técnicas e dispositivos para reduzir a fricção e cisalhamento e otimizar a independência do cliente.
  • Use travesseiros ou almofadas para evitar contato entre proeminências ósseas.
  • Use dispositivos para aliviar totalmente a pressão nos calcâneos e proeminências ósseas do pé.
  • Não usar dispositivos tipo argola ou produtos que localizem a pressão em outras áreas.
  • A posição lateral em 30º em qualquer lado é recomendada para evitar posicionar diretamente no trocanter.
  • Reduza as forças do cisalhamento mantendo a cabeceira da cama na mais baixa elevação considerando as condições clínicas e restrições. Recomenda-se uma elevação de 30º ou menos.
  • Usar dispositivo para elevar o cliente para evitar arrastá-lo durante a transferência e mudança de posição.
  • Usar dispositivos que permite o posicionamento de forma independente, elevação e transferência (ex: trapézio, tábuas para transferência, grade das camas).
  • Clientes em risco não devem permanecer em colchões comuns.
  • Um colchão substituto com baixa pressão interface como espuma de alta densidade deve ser utilizado.
  • Para clientes com risco elevado que serão submetidos a intervenção cirúrgica deve ser considerado o uso de superfícies aliviadoras de pressão no período intra-operatório.
  • Para indivíduos restritos a cadeira:

- utilizar uma abordagem interdisciplinar para planejar o cuidado

- fazer o cliente elevar seu peso a cada 15 minutos, se for capaz

- reposicionamento pelo menos a cada hora se não for capaz de elevar seu peso (para descompressão isquiática)

- usar dispositivos para reduzir a pressão das superfícies dos assentos

- não usar dispositivos tipo argola ou produtos que localizem a pressão em outras áreas

- encaminhar para TO/FT para avaliação do assento e adaptação para necessidades especiais.

- considerar o alinhamento postural, distribuição do peso, balanço, estabilidade, apoio para os pés e redução da pressão quando reposicionar indivíduos em cadeiras ou cadeiras de roda.

 

4 - Recomendações educativas

  • Os programas educacionais para a prevenção da UP devem ser estruturados, organizados e amplos e atualizados com freqüência para incorporar novas evidências e tecnologias.
  • Os programas devem ser direcionados para todos os níveis de cuidadores da saúde.
  • O programa educacional para prevenção da UPP deve ser baseado nos princípios de educação do adulto, no nível de informação prestada e o modo que será oferecido. Os programas precisam ser avaliados em relação a sua efetividade para prevenir a UP por mecanismos como padrões para a garantia de qualidade e auditorias

 

5 - A diretriz da RNAO (2005) considera ainda:

 

5.1 - Dor

  • Considerar o impacto da dor. A dor pode diminuir a mobilidade e a atividade
  • Medidas para controle da dor pode incluir medicamentos, posicionamento terapêutico, super-fícies de suporte e outras intervenções não farmacológicos. Monitorar o nível da dor de forma contínua utilizando instrumento válido para a avaliação.
  • Considerar o risco do cliente para a perda da integridade da pele relacionada a perda da sensibilidade protetora na capacidade de perceber a dor e responder de maneira efetiva (ex: impacto de analgésicos, sedativos, neuropatia etc)
  • Considerar o impacto da dor na perfusão local

 

5.2 - Arranjos para transferência ou alta do cliente

  • Para os clientes que estão sendo transferidos e precisam de equipamentos redutores de pressão no local ou no momento de transferência precisa ser alocado tempo para a realização dos arranjos necessários. Transferência para outro local ou instituição pode requerer uma visita para avaliação, discussão da situação com o cliente/família e ou avaliação dos recursos financeiros necessários para a prevenção da UP.

 

5.3 - Recomendações e políticas para as instituições

  • As instituições necessitam políticas e respeito ao fornecimento e solicitação do tempo necessário antes que os pacientes com necessidades especiais (de superfícies de suporte por ex) sejam transferidos ou admitidos vindos de outro serviço.
  • Diretrizes são mais prováveis de serem efetivas se levarem em consideração as circunstâncias locais se forem disseminadas por meio de programas educacionais ou treinamentos.
  • As diretrizes só podem ser implementadas quando existe adequado planejamento, recursos e apoio organizacional e administrativo assim somo facilitação apropriada. As organizações podem desejar desenvolver um plano de implementação que inclui:

- uma avaliação da prontidão da organização e barreiras para a educação

- envolvimento de todos os membros que irão contribuir para o processo de implementação

- dedicação de indivíduos qualificados para fornecer o suporte necessário para o processo de educação e implementação

- oportunidades para reflexão sobre a experiência organizacional e pessoal da implementação das diretrizes

- as organizações precisam assegurar que os recursos necessários sejam disponíveis para clientes e profissionais da saúde. Esses recursos incluem hidratantes adequados, barreiras protetoras para a pele, acesso a superfícies de suporte e consultores relevantes (TO, FT, Estomaterapeuta, especialista em feridas etc)

- intervenções e seus resultados devem ser monitorados e documentados utilizando estudos de incidência e prevalência, surveys e auditorias focalizadas

 

Referência

REGISTERED NURSES ASSOCIATION OF ONTORIO (RNAO). Risk assessment & prevention of pressure ulcers. Toronto, Canada, Mar. 2005. 80 p. Disponível em: (http://www.rnao.org/Storage/12/638_BPG_Pressure_Ulcers_v2.pdf). Acesso em: 22 jun. 2009.

 

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